Bloggulk (desde 29/6/2003) Ano 6

Sexta-feira, Julho 04, 2008



Coisas Ainda Assim Parvas, Outras Manifestamente Patetas e Algumas Autênticas Parvoíces

“Vamos todos trabalhar para que para o ano hajam mais Bosingwas para vender”

Ainda que seja possível descontar o “hajam” [que não sabemos como seria escrito pelo capitão do FC Porto], esta declaração do jogador Pedro Emanuel é fantástica. Repare-se que o futebolista, português, campeão nacional e, antes de tudo o mais, ser humano, admite que o colectivo onde se integra quer VENDER mais seres humanos. Está, ao que parece pelas declarações, disposto a “trabalhar” para mais vendas.
O discurso é apenas patético e vale o que vale. Mostra a brutal iliteracia e o irreversível analfabetismo funcional dos futebolistas portugueses.
“Vamos trabalhar para ganhar o próximo jogo? Vamos. Mas vamos também trabalhar para vender jogadores”, essa mercadoria da qual ele, Pedro Emanuel, faz parte. Como se numa teca de sardinhas um delas dissesse que todas tentariam ser muito saborosas para que mais sardinhas fossem vendidas. No futuro.
Naquele início do mês 7 do ano VII da III Guerra, o rectângulo de tecto envidraçado acolhia uma população de cabeça à roda. As FAMÍLIAS, esse elemento colectivo utilizado pela linguagem política e pela linguagem do economês, sofriam. Muito. Principalmente porque estavam endividadas. Com a casa e o carro? Sim. Mas também com as férias em Porto Galinhas, os telemóveis de última geração, os ecrãs de LCD e plasma, a roupa de marca, o calçado, enfim, tudo o que tinham pedido e achavam ter direito sem que houvesse dinheiro para pagar.

A imagem que acompanha este post deve ser devidamente reconhecida aqui


Comments:

Quinta-feira, Julho 03, 2008



Coisas Ainda Assim Parvas, Outras Manifestamente Patetas e Algumas Autênticas Parvoíces

O Jornal de Negócios, título integrado no abrangente portfólio da Cofina (onde cabem publicações rascas como a TV Guias Novelas, gratuitos, patetices cor-de-rosa como a Flash e publicações mais seriamente orientadas como a Sábado, ou o semanário Sol) conseguiu brutal proeza na edição de 2 de Julho de 2008.
Não apenas em função de uma primeira página a negro, como se estivesse de luto ( e se calhar estava), mas principalmente por publicar uma análise ao escorrega da Bolsa de Lisboa sem citar a Altri e a própria Cofina.
No caso da Altri, que teve de suportar a circulação de quase 1,6 milhões de papéis e uma descida de 15%, houve, em linguagem futebolística, “um cruzamento de letra”.
Das 5 empresas do PSI 20 que mais perderam, a Altri foi a única NÃO CITADA na análise do dia.
Grave não é o JNegócios olvidar a empresa do patrão. Grave é o JNegócios, que pouco mais vende que 8000 exemplares por dia, pensar que os leitores (todos, sem excepção, investidores) são estúpidos. Ou, pior, são talvez tão desatentos como os que vão às bancas de jornais comprar o Correio da Manhã ou o Record.
E essa deficiência/delito de inteligência/chico espertice/quiçá imposição diz muito sobre o conceito de informação, neste caso económica, que está a ser seguido.

Ah! É verdade, já nos esquecíamos. Bloggulk, aqui há uns tempos, em Janeiro, delirava quanto ao petróleo chegar aos 120 dólares antes de Agosto. Pois. Os 160 são certinhos. E não é preciso ser o José Rodrigues dos Santos e escrever livros para chegar a estes valores.

A imagem que acompanha este post deve ser devidamente reconhecida aqui


Comments:

Segunda-feira, Junho 30, 2008



5 ANOS DE VIDA


Comments:

Home