Bloggulk (desde 29/6/2003) Ano 4

Sábado, Fevereiro 24, 2007



The Unespected Return (10)
Jenna Jameson


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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007



The Unespected Return (9)
Silver Surfer


Chamou-se, em tempos, Norrin Radd, mas o destino levá-lo-ia a uma existência bem menos anómima enquanto Surfista Prateado.
É um dos heróis mais antigos da Marvel e, embora com origens menos aconselháveis
(basicamente vendeu-se ao poder para salvar a vida da amada), tem estatuto. Enorme.
Surgiu pela primeira vez em 1966 numa aventura do Quarteto Fantástico, passou por outros encontros até ganhar, em 1968, uma revista própria.
Dois anos depois, a legião de fãs não evitou o desaparecimento do Surfista e respectivas aventuras.
Só voltou ao activo em 1987, quando a Marvel percebeu que o herói tinha tanto culto que até merecia citações no cinema.
A tecnologia digital cumpre este ano a obrigação histórica de recuperar o Surfista Prateado.
É já em Junho, quando surgir na próxima instalação do Quarteto Fantástico.
A "Shazam, o dom da palavra" e Kevin Concreto agradecem à Marvel este regresso. Aliás com direito a nome próprio


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Domingo, Fevereiro 18, 2007



Diário de Notícias. A Grande Mentira


Vêm aí os despedimentos no DN
E o fim, óbvio, da "NS", mais o bonito cortejo de colaboradores inócuos e presunçosos.

O despedimento da direcção do DN liderada por António José Teixeira mostra o estilo grunho de Joaquim Oliveira,
mas sublinha também que o Quim dos placards é essencialmente um homem de negócios.
Teixeira e respectiva equipa foram a face visível e os naturais bodes expiatórios de um problema muito maior.
Dizer que o DN perdia leitores desde 2000 e ligar essa perda à actual direcção é tapar o sol com a peneira.
Afinal, Teixeira só entrou em Setembro de... 2005. Teve cerca de ano e meio para trabalhar, escolheu a equipa, obrigou a investimentos e falhou.
Porque o problema do DN é essencialmente estrutural.
Um jornal que vende pouco mais de 30 mil exemplares/dia (e não os 45 mil anunciados) não pode sobreviver
com uma estrutura que ultrapassa os 250 funcionários. Só na produção, que engloba jornalistas, digitalização, arte, infografia e agenda há mais de 160.
A estes junta-se a loucura chamada NS, revista peudointelectual/ligeirinha onde há mais 30 funcionários,
entre quadro e colaboradores pagos a peso de ouro -- alguns destes apenas para comer em restaurantes ou escrever dichotes eruditos sobre futebol.
Bastava uma média/mensal de custos de 1.500 euros por pessoa -- e será seguramente muito mais, talvez o dobro,
porque é preciso contar com os vencimentos de redactores principais, coordenadores, editores (só aqui há 13...),
editores-adjuntos, executivos e, claro, a direcção mais as mordomias inerentes... --
para chegarmos ao valor (impensável!!!) de 375.000 euros/mês só para ter o jornal pronto para ir para a gráfica.
Falta depois o papel, a distribuição, os outros custos de produção. E chegamos sem grande esforço aos 600.000 euros/mês.
120 mil continhos em moeda antiga. Ora as vendas em banca não significam mais de 700.000 euros/mês -- e este já é um número simpático.
É este panorama que espera João Marcelino ou quem aceitar pegar naquele leme.
E uma coisa é certa, inevitável mesmo:
a sobrevivência do DN passa por rescisões, muitas.
Qualquer merceeiro percebe isso. E Joaquim Oliveira até pode ter carregado placards de publicidade, mas é muito mais do que isso.


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