despachado
00:33
por KC
Um Outono Quentinho
Irritados com a quebra de mordomias, forças armadas e militarizadas desataram aos gritos e a marcar manifestações. O poder político decide proibi-las. Às manifestações. E o que se ouve? Ameaças. Que é perigoso. Que não se sabe o que pode acontecer. Que assim e assado. Há até um policia, dirigente para-sindical, que ameaça mandar Sócrates, o Primeiro, para o Quénia.
Vai quentinha a entrada no Outono.
Só falta mesmo um golpe militar. Ou uma sublevação.
À maneira do Verão Quente de 75, completam-se agora 30 anos.
Resta descobrir um Spínola de ocasião. E um Otelo.
Não há pachorra, é o que é.
(pergunta inocente: quanto ganha um capitão? E um tenente-coronel? E um general? E para quê? Para treinar soldados com as técnicas da II Guerra Mundial?)
despachado
00:22
por KC
E o Intendente? Tem direito a videovigilância?
Depois de tocar nos 70 dólares, o preço do barril de petróleo no mercado dos states recuou para a casa dos 65. É o mais do quádruplo do custo real de produção e é explicado pela especulação, que é ditada pela geopolítica, pela instabilidade no planeta. As economias, diz a revista Time, respiram e vão terminar o ano de 2005 apenas a ganhar um pouco menos. Mas sempre num cenário de ganhos. Que contrastam com a estagnação portuguesa.
Depois de ultrapassados pela Eslovénia, continuamos alegremente. A gastar dinheiro em cartazes para candidatos a juntas de freguesia. E a prometer parvoíces. Como Carrilho, que promete videovigilância em zonas perigosas. E quais são as zonas perigosas? E não seria melhor acabar com esse perigo? Ou tentar reduzi-lo? Carrilho, da elite, saberá o que se passa ali para os lados do Intendente? Vai lá colocar videovigilância? E os outros candidatos a Lisboa? Já falaram sobre a vergonha da Almirante Reis?