Bloggulk (activo desde junho de 2003) Ano 3

Segunda-feira, Agosto 01, 2005




O TRIUNFO DE BLOGGULK
Chronicles of the Resistence -2

A entrada de Agosto no calendário assinala, entre outros factos dignos de registo, o regresso de Bloggulk à actividade. Ultrapassada a ressaca dos festejos do início do terceiro ano de vida, vale a pena perceber que pouco ou nada mudou no rectângulo de tecto envidraçado.

Fecharam dois jornais, um do Porto e outro de Lisboa. Com aquela barbicha do sec. XVIII, o presidente do sindicato dos jornalistas veio dizer não se sabe o quê, numa linguagem que Andringa, a Ilustre Navegadora das Praias Sem Arrastão, aprovará sem recurso a documentários de meia-hora. Pois fecharam dois jornais. E vieram os discursos, as lágrimas de crocodilo, a treta dos "camaradas" para catalogar oficiais do mesmo ofício, num resquício do 25/4 de 1974. Mas está tudo bem. "Comércio do Porto" e "Capital" não eram viáveis. Deram 10 milhões de prejuízo. Falharam. Porque deram notícias e foram jornais. Se tivessem optado pelo estilo esgoto "24 Horas" talvez tivessem viabilidade. Foram excêntricos. Não atenderam ao social, ao lixo, não mostraram as roupas dos famosos, não falaram de famosos, não foram chatear os famosos ao aeroporto, não seguiram a doença que atravessa a imprensa portuguesa. Não eram viáveis.

Há incêndios, seca, ministros com quatro meses de actividade que são despedidos, otas e tgvs iguais aos amanhãs que nunca vão saber cantar. Há velhos de 80 anos que querem voltar a ser presidentes da república. Há secções patéticas nos jornais (os que sobram). E há, é verdade, arrastões.

O último arrastão referenciado aconteceu nesse potencial alvo do terrorismo internacional chamado Casa do Castelo. Um jogador da bola, um tal de Miguel, de cor, devidamente acompanhado por "amigos" que lhe chupam o dinheirito, aviou uns gajos que tinham máquinas fotográficas. Não é que não merecessem, convenhamos. É, afinal, gente que não tem nada de jornalista ou de profissional. Andam por aí, fotografando famosos, e vendendo o material ao esgoto "24 Horas", às revistas do lixo e a jornais que deviam ter juízo. Mas não deixa de ser curioso.

Os profissionais de futebol estão a treinar, a jogar, a preparar-se para a competição. Miguel, aconselhado por Paulo Barbosa (um tradutor de russo que se tornou empresário) e por Dias Ferreira (a versão legalista daquele gajo da Juventude Leonina que invade o relvado de Alvalade quando o adversário marca um golo), Miguel, dizia-se, anda por aí. Vai a festas, paga uns copos e dá uns socos nos gajos que o querem fotografar. A carreira deste futebolista acabou. E a 10 meses do Mundial da Alemanha, é conveniente lembrar que a selecção nacional tem de procurar um lateral direito.


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