despachado
03:15
por KC
100 milhões de euros por um caixote de betão.
O caixote de betão que nasceu do conceito caixa de sapatos demorou seis anos a construir.
Foi a inaugurar apenas quatro anos depois do final da Porto Capital Europeia da Cultura.
Custou apenas 100 milhões de euros.
Custou apenas 20 milhões dos antigos contitos. 20 milhões.
Foi mais caro do que o investimento efectuado no Euro 2004.
É a obra mais cara de sempre em Portugal, chutando para canto o Centro Cultural de Belém. Não em estética, seguramente. Apenas nos custos.
Chamam-lhe Casa da Música. O que é bonito.
O caixote de betão e 100 milhões de euros mostra bem o que pode ser o provincianismo.
E para inaugurar a coisa, nada melhor do que um concerto de Lou Reed, essa esperança da música rock
despachado
01:19
por KC
O bigodinho.
Com aquele bigodinho que tanto preserva, Luís Filipe Vieira, o inefável presidente do SL Benfica, veio acusar os jornalistas de cobardes. Era qualquer coisa sobre abraços e tal, não sei quê, que isso para o caso interessa pouco. Sedentos, aprisionados, reféns, cobardes, afinal, os jornalistas ouviram, reproduziram e calaram. Isto não é connosco, não é comigo, é com os outros, é um recado, e tal e coiso.
A seis jornadas do final do campeonato indígena de futebol, o ambiente só dá para diatribes deste género. O nível dos dirigentes encontra em personagens como Vieira, Dias da Cunha, Pinto da Costa, Valentim Loureiro, João Bartolomeu, Mano Nunes, ou João Loureiro uma espécie de clímax da boçalidade, do arrivismo, da má formação.
Alimentado a rebuçados e a goles (e não golos, mas também pode ser) de café com leite, mais claro ou mais escuro consoante os gostos, o futebol indígena segue lampeiro. Até ao final do campeonato, a refeição terá menos doce e porventura menos caféeina e lacticínios. Mas dará seguramente para encher a bariga. De riso para uns, de azia para outros.
(cont)
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00:19
por KC
Diz o Governo socrático e com razão que o inglês é fundamental.
despachado
00:05
por KC
Sobre os FDP e depois de um comentário de JR
Limitar os FDP à condição de chefes de qualquer coisa é uma perspectiva redutora. A raça propaga-se aí, ou por aí, pelos lugares de chefia. Mas sobrevive e também se desenvolve em todos os outros lugares da pirâmide, pelo que as contas bancárias ou as apostas no Euromilhões não são obrigatoriamente proporcionais ao grau de filha da putice. Os FDP podem ser, por exemplo, excelentes trabalhadores, com elevados graus de produtividade, o que lhes garante a confiança e até a admiração dos superiores, sejam estes FDP ou não. Um FDP não é necessariamente um calão ou um incompetente.
(cont.)