O Estudante do Meio

Quarta-feira, Janeiro 26, 2005


Eles andam

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Os Vencidos da Vida.
Em 1887, Eça de Queirós, Ramalho Ortigão, o Conde de Ficalho e outros, descontentes com o ambiente político, social e artístico da época ("uma choldra", chamava Eça a Portugal) formaram o grupo Vencidos da Vida. Fizeram-no a uma mesa do restaurante Tavares Rico. Em 2004, a uma mesa do Jaguar, vejo Portugal uma salgalhada, uma mixórdia, uma confusão de gente de má índole, uma balbúrdia, uma algazarra. Irra! Uma choldraboldra este Portugal!
Achas prudente ter um novo brinquedo? Achas útil?

A utilidade e a prudência de um novo brinquedo vivem uma para a outra. Completam-se.





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Terça-feira, Janeiro 25, 2005



1.5 milhões de pessoas perderam a vida em Auschwitz, na Polónia, entre 1940 e 1945.

A maioria sucumbiu nas câmaras de gás.
O processo selectivo determinou o extermínio de judeus, mas também de prisioneiros de guerra soviéticos, ciganos, polacos, católicos, homossexuais.
A lista de Adolf era tão ou mais abrangente que a outra, a de Schindler.
Embora subsistam teorias que negam a existência de qualquer delas.

Há 60 anos, completam-se na quarta-feira, foram os soviéticos a libertar o campo de concentração erigido pelos nazis na Polónia.
A identificação do inimigo era, naquela altura e sob qual fosse a perspectiva, naturalmente fácil.
Hoje, muito à distância de seis décadas, é a abstracção que domina os conflitos.

Já não há soviéticos, essa poderosa união de povos que marcou o Mundo durante quase todo o sec XX.
Também não há nazis, por muito que se esforcem meia dúzia de indigentes com instintos animais.
E não há, suficientemente forte, uma qualquer orientação para subjugar todo o Planeta.
Apesar dos Estados Unidos e, sobretudo, apesar dos esforços patéticos dos radicais muçulmanos,
que julgam combater pela leitura arrevezada dos preceitos do Corão.

1.5 milhões de pessoas perderam a vida em Auschwitz, na Polónia, entre 1940 e 1945.


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Segunda-feira, Janeiro 24, 2005


O Estudante do Meio é, basicamente, um cábula
E, basicamente, tem pouca paciência para estas questões dos posts e assim.
Sai quando sai.
E se não sair é igual.
Depois, de que vale estar aqui a dissertar sobre o estado do país?
Para falar de quê?
Da campanha eleitoral? De um país onde o primeiro ministro, demitido, em gestão, vai fazer umas inaugurações
e aproveita para enviar recados ao líder da oposição, como se estivesse num comício-jantar. Para falar de quê?, repete-se.
De um país onde há pasquins como "O Crime"? Ou fenómenos de sarjeta como o "24 Horas"?
Mas o que vale é que há um novo brinquedo.

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ÚLTIMA HORA.
O Estudante do Meio é referenciado como Surrealista 1.
ÚLTIMA HORA MAIS UNS SEGUNDOS
O Estudante do Meio revela estar interessado na compra da Lusomundo.
ÚLTIMA HORA MAIS UNS SEGUNDOS E AINDA MAIS UNS SEGUNDOS
O Estudante do Meio não precisará de qualquer aumento de capital para concorrer à compra da Lusomundo.

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O sexo está para o corpo como o afecto para o intelecto. Os dois em combustão são de pedir por mais.
Eis o conceito.

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A entrada dos norte americanos nos Açores para estabelecer as Lajes foi decisiva para a derrota de Hitler.

Operação Alacrity

Um plano de acção para os Açores foi discutido pelos chefes militares aliados nos seus primeiros encontros em Washington, em Janeiro de 1941.
Churchill e Roosevelt continuaram essas discussões na Conferência do Atlântico em Agosto desse mesmo ano, que decorreu em Newfoundland.
Tudo isto aconteceu muitos meses antes de os Estados Unidos da América decidirem entrar activamente na guerra.
Em todas estas reuniões, era unânime que bases aéreas nas ilhas açorianas eram fundamentais para combater a ameaça que os submarinos
representavam e, em paralelo, evitar que Hitler as invadisse.

A operação tinha de manter-se secreta para proteger Portugal de uma retaliação alemã.
Roosevelt prometera a Salazar que não entraria nos Açores sem a permissão portuguesas, mas o que se sabe agora é que, em paralelo,
desenvolveu planos para invadir as ilhas à força.

A 09 de Janeiro de 1944, desembarcaram em Angra 552 "Seebees"; a 17 do mesmo mês, 800 engenheiros da Marinha norte-americana
desembarcaram na Praia da Vitória. Os "Seebees" trouxeram 2.477 toneladas de equipamento e material de construção.
Os engenheiros militares traziam mais de quatro mil toneladas de equipamento.

As autoridades locais não estavam informadas da chegada. Air Marshal Bromet, comandante das forças da Royal Air Force na ilha,
havia negociado com o general Passos e Sousa, comandante militar da Terceira, até essa manhã, ou seja, poucas horas antes
da entrada das tropas norte-americanas. Os britânicos já se encontravam na Terceira, ao abrigo do Tratado de 1373,
o mais antigo tratado de amizade e aliança entre duas nações, mas não existia qualquer ligação do género entre Portugal e os
Estados Unidos da América. As ordens do general eram para resistir ao desembarque norte-americano.
Contudo, na manhã da chegada, o primeiro-ministro Oliveira Salazar revogou essas ordens.


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