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Sábado, Janeiro 08, 2005
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01:57
por Shazam! o dom da palavra
RECEPÇÃO EM BELÉM
Sampaio recebeu na quinta à noite, a sic notícias, aniversariante. Uma chatice ao início, uma frustração no final.
Quando o homem estava a aquecer e a descrever, reconheça-se, o que, de facto, é o país (e é para isso também que serve o PR)
a função, ditada pelos 50 minutinhos do programa transmitido à sexta à noite e que até tem um lançamento do género
"qual será a primeira página do expresso?" (como se isso fosse a divulgação de um qualquer segredo de estado), a função, repete-se, acabou.
A demogagia de esquerda trauliteira género BarnabE dirá que Sampaio, e tal, fala quando não deve, e depois diz o que não sabe e por assim, não sei quê.
morais sarmento dirá que o caudilho fez perigar ainda mais não se sabe o quê, porque falou de duração mandatos e de alterar, e tal,
as condições para haver maioria no parlamento. O país não viu nem ouviu. Mas o PR; entre a pose arrogante que é imagem de marca;
entre a lógica política de quem está a ditar, ainda que artificialmente, as regras; o PR, escrevia-se disse algumas coisas que o país devia perceber.
Mas já se percebeu que nunca irá perceber. E a culpa também é da sic, do BarnabE, dos populistas, sejam eles da agremiação louçã
ou do neopolitburo de sarmento e apaniguados, dos ainda crentes nos amanhãs que dançam de jerónimo, e, enfim, um pouco de todos nós.
Como bem demonstraram todos os presentes na sala do palácio de belém, isto é assim porque é assim
e dificilmente deixará de ser assim para ser melhor.
Porque o bom povo português, como lhe chamou Spínola nos meses quentes pós 25 de Abril, porque o bom povo português, escrevia-se, quer é governar-se.
E o governo que governe o país, sem chatear, de preferência ajudando o povo que quer é governar-se. Ámem.
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despachado
01:39
por Shazam! o dom da palavra
Às vezes boçal, outras desonesto, quase sempre atento e sem mais que fazer do que largar postas, é o que é. Podia talvez escrever-se do género, o barnabé diverte-se a armar ao interventivo, enquanto o país soma 200 mil desempregados. A lógica é a mesma.
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Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
despachado
01:37
por Shazam! o dom da palavra
The PREC Times
Entry 13
January, as the way
to the ultimate
nonsense
As figurinhas patéticas que dominam a actualidade no rectângulo de tecto envidraçado
são o reflexo no espelho da Nação Valente e Imortal.
Dos Heróis do Mar restam uns apelos de marcha Contra os Canhões,
cantados em ocasiões, pronto, daquelas a atirar ao sentimento.
No terreno reinam a desorientação e o caos. A 45 dias das eleições, o espectáculo grotesco da formação das listas
de candidatos a deputados à AR mais não faz do sublimar não um pântano, mas sim o interior do Monstro um dia avistado por Cavaco.
Esse mesmo que não quer confusões, fotografias em estilo iluminados pelo sol, ou pior,
certas companhias nessas mesmas fotos de inspiração iluminista.
Na capital do Norte, esse bastião do provincianismo, o "show" é da clique ligada ao futebol.
Pôncio Monteiro, no papel de Môncio Ponteiro, diz que não sei quê e o lugar na lista do PSD, porque o Rui Rio assado e cozido.
Ponteiro é portista, é um distinto elemento da corte pintista e portanto o que interessa é arrasar o Rio, que é do Boavista e não gosta do FC Porto.
As declarações sobre o processo lista PSD no Porto fazem pior por Rio do que uma daquelas descargas de dejectos suínos ali para os lados da Mealhada.
Em Setúbal, o PS não faz melhor. Paulo Pedroso, pois, o gajo envolvido no caso Pio, pois, epá, não é arguido, mas...
o melhor é não ir a votos em lugar elegível. Se não é para eleger, o que faz ali, na lista? É para dizer que, pois, existe e o partido não se esqueceu?
É esta a ideia de política no rectângulo de tecto envidraçado. Colorida depois com cartazes no pior estilo caceteiro da agremiação Louçã.
Como aquele de misturar os sorrisos de Santana e Portas com 200 mil desempregados,
como se as empresas fechassem e despedissem porque Santana e Portas riem.
Como se o desemprego pudesse ser evitado se Santanas e Portas não sorrissem, sequer.
Como se as risadas de Santana e Portas fossem directamente proporcionais ao número de desempregados.
A ironia trágica de tudo isto e do que mais virá não é perceber que o país segue sem rumo.
É descobrir a incompetência dos prototimoneiros e, muito mais grave, a indiferença moribunda da tripulação.
Somos todos, uns mais alegres, outros menos, a pequena orquestra que james cameron imortalizou enquanto afundava um Titanic de papelão e contraplacado
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Terça-feira, Janeiro 04, 2005
despachado
00:07
por Shazam! o dom da palavra
Quem não viu a Catarina Furtado pode sempre tentar no próximo programa das criancinhas, na televisão pública, lá para o fim-de-semana. Há factos bem mais interessantes.
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