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Sábado, Outubro 23, 2004
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Terça-feira, Outubro 19, 2004
despachado
23:53
por kconcreto
PREC 2
O Processo Reactivo em Curso (dois)
Neste tempo de PREC, o Fisco assume decisivamente o papel desse ente malvado que todos gostavam de enganar ou, melhor ainda, aniquilar. E, como ente malvado, o Fisco pode ter efeitos demolidores. Assombrosos, também. Os restaurantes em Portugal fogem aos impostos? E o ministro das Finanças tem o desplante e a ingenuidade para o dizer clara e objectivamente? OK. Pois então, como vem dizer um representante da restauração, vem aí a cobrança de copos de água e mijas (ou cagadelas) em tudo quanto é snack, restaurante, café, tasca, botequim deste país.
O Fisco, esse malvado, pode servir também como arma de arremesso. Género ameaça. Pinto da Costa, por exemplo, e ainda sem a Carol em trajes mais de acordo com a condição de primeira dama, não teve dúvidas. O Fisco deve ser motivo de investigação no futebol. Há até quem, e é essa a sugestão de investigação lançada por de Pinto da Costa, tenha fugido para o futebol para fugir ao ente malvado, ao Fisco.
O Fisco, esse ente diabólico, maligno e sobretudo malvado serve igualmente para outras coisas. É através dele, por exemplo, que são pagos os vencimentos de Rui Gomes da Silva e de Morais Sarmento, ministros na Nação. O primeiro, o RGS, veio agora juntar jornais aquilo que entende como cabala contra o governo de Pedrito. O segundo esclarece que o serviço público de TV deve ser controlado e subjugado às orientações do governo. Logo, instrumentalizado.
O Fisco atormenta os portugueses. É um ente malvado. Ah! Como gostaríamos todos de lhe escapar. Mas não. O direito à fuga e os instrumentos para o conseguir estão apenas na posse de alguns.
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despachado
01:00
por kconcreto
PREC
O Processo Reactivo Em Curso
Estes tempos de Processo Reactivo Em Curso não permitem tranquilidade.
Não há bombas em sedes políticas, não há ameaças de golpes de Estado ou instabilidade nos quartéis. Principalmente agora, que estes últimos estão quase vazios.
Há, isso sim, uma noção de impunidade, exponenciada pela ausência de autoridade do próprio Estado. Que é representado e gerido, como todos sabemos, pelo Governo.
O Processo Reactivo Em Curso dá para tudo. Como ficou exposto no domingo à noite.
Gente com a 4ª classe tirada por correspondência e sem qualquer nível veio ameaçar secretários de estado e ministros. Misturando essas ameaças com inqualificáveis alusões pessoais a outros alvos. Mais saltitantes como o Pinto. Da Costa.
Pior. Na segunda-feira, dia 19, regressaram as ameaças, agora com pedidos de não se sabe o quê sobre não se sabe bem o quê.
O Processo Reactivo Em Curso dá para tudo. Para Jardim falar em fascismo, limpezas e patetas. Para Filipe Vieira ameaçar governantes com uma insurreição dos benfiquistas ¿ já haverá bilhetes à venda?
Para Pinto da Costa deixar a Carol (ou Pamela, ou outra coisa qualquer que se pague com copos de champanha, como sugeriu Veiga, administrador da SAD do Benfica), para Pinto da Costa deixar a Carol, dizia-se, ser apalpada e desejada pelos SD, com a protecção activa de Abel, esse guarda que nunca foi anulado nem preso. E deixá-la, à Carol, insultar e liderar um grupo de cidadãos ordeiros como são os Super Dragões.
O Processo Reactivo em Curso dá para tudo. A RTP faz notícias sobre o pivot José Rodrigues dos Santos, que o próprio apresenta, para explicar que José Rodrigues dos Santos não está sob avaliação ¿ como garantia o Expresso.
O Processo Reactivo em Curso dá para tudo. Até para insultar, se houvesse paciência e insulto à altura, a meia centena de viajantes que por aqui passa sem reagir. Mas não. Não vale a pena.
Porque o Processo Reactivo em Curso é também o espelho deste país.
Uma enorme berraria, boçalidade, incompetência, má-formação.
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