Bloggulk

Sexta-feira, Julho 04, 2003


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Bloggulk é, por definição, um blogueado. Essa condição única permite-lhe não pretender educar, politizar ou, muito simplesmente, fazer alarde da intelectualidade que parece, por vezes, querer apoderar-se deste "novo" meio de comunicação. A Bloggulk interessa sobretudo viajar pela blogosfera (o nome tem alguma piada, reconheça-se), sabendo que é, ele mesmo, um porto seguro. Daqueles onde se recarrregam energias e distrai a vista antes de seguir viagem.


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Quinta-feira, Julho 03, 2003


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O fenómeno blog é uma mania como outra qualquer. Um movimento, se quisermos.De repente, e se calhar felizmente, tornou-se mais importante do que o chat em tempo real, os mirc's e quejandos, com aquelas patetices a correr que ninguém percebe; ou as salas privadas, onde perpassa a infeliz utopia do sexo virtual. A blogosfera, como alguns dos que rasgaram estes horizontes pomposamente lhe chamam, mais não é do que uma imensa multidão à procura de fazer-se ouvir. Ou melhor, ler. Em teoria, este é um óptimo princípio. Eu tenho algo para dizer e escrevo. O outro lê. E escreve comentários. A reciprocidade, o "feedback", podem ser fantásticos. Mas há aqui uma questão mal resolvida. Como fazer com que o outro nos leia, quando há demasiados outros à procura de quem os leia? E comente. É este, muito provavelmente, o único e verdadeiro desafio da chamada blogosfera. Interessante, sem dúvida, mas demasiado absorvente...
Repete-se este pensamento porque ele é crucial para perceber Bloggulk

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Terça-feira, Julho 01, 2003


Há demasiada incorerência em Bloggulk, mas ela é apenas aparente. Aqui não se perde tempo com polémicas patetas, do género o meu blog é melhor e mais inteligente e mais intelectual e mais pessoal do que o teu. Bloggulk é patrocinado pela "Shazam! O dom da palavra" e por K.Concreto, o que lhe confere um estatuto único na já saturada blogosfera. Politica? Blurgh! Portugalidade, sempre. E enquanto os pedreiros são fotografados na nova Luz com o objectivo de mostrar a utilidade extrema do capacete de protecção na construção civil, há relatórios da UE que obrigam a OTA a estar pronta até 2020. Dez estádios em dois anos, um aeroporto em 17?

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Segunda-feira, Junho 30, 2003


(...)Rui Costa com a sua ida para a Fiorentina para oito anos de ouro na barriga e frustração na cabeça é o caso paradigmático desta permanente contradição de uma carreira montada sobre oportunidades fugazes e desafios mal calculados. Poucos são os que resistem a esperar mais um pouco, a avaliar melhor as propostas e a perspectivar com mais realismo o futuro. (...) O "copy-paste" dá para tudo. Até para citar este excerto do último texto de JQManha no "site" que construiu após ter sido chutado da direcção do diário desportivo Record. Há males que vêm por bem, como diz o ditado?

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Hepburn morreu ontem, domingo, dia 29, aos 96 anos. É o que diz a CNN.com. Distraídos, como é lógico. É deste sorriso que trata a imortalidade.

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Passemos por momentos à actualidade. À nossa, neste final de Junho de 2003. O País está entalado entre o designío marítimo que nos foi destinado recentemente pelo GEN e a luta contra um monstro estranhíssimo. Não é o Adamastor cantado nos Lusíadas; não é o das bolachas, infelizmente. É algo disforme, "mix" de texturas abjectas e pedaços forjados a cor-de-rosa . Que mais não fazem do que acentuar os traços absurdos de ser português. Um País que compra por dia cerca de 50 mil exemplares do "24 Horas", que é metade daquilo que vende o "Correio da Manhã, não é um País normal. É apenas Portugal. O Bloggulk voltará ao assunto.

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O fenómeno blog é uma mania como outra qualquer. Um movimento, se quisermos.De repente, e se calhar felizmente, tornou-se mais importante do que o chat em tempo real, os mirc's e quejandos, com aquelas patetices a correr que ninguém percebe; ou as salas privadas, onde perpassa a infeliz utopia do sexo virtual. A blogosfera, como alguns dos que rasgaram estes horizontes pomposamente lhe chamam, mais não é do que uma imensa multidão à procura de fazer-se ouvir. Ou melhor, ler. Em teoria, este é um óptimo princípio. Eu tenho algo para dizer e escrevo. O outro lê. E escreve comentários. A reciprocidade, o "feedback", podem ser fantásticos. Mas há qui uma questão mal resolvida. Como fazer que o outro nos leia, quando há demasiados outros à procura de quem os leia? E comente. É este, muito provavelmente, o único e verdadeiro desafio da chamada blogosfera. Interessante, sem dúvida, mas demasiado absorvente...


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